Vioxx e Bextra

Vioxx e Bextra

Os antiinflamatórios estão na mira dos órgãos de saúde de todo o mundo desde que o Vioxx foi retirado do mercado, em outubro do ano passado e recentemente foi determinada a retirada do antiinflamatório Bextra. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem feito avaliações sobre a segurança de medicamentos semelhantes, os chamados inibidores de COX-2.

A COX-2 é uma enzima responsável por metabolizar o ácido araquidônico transformando-o em prostaglandinas e tromboxanos, que são mediadores da dor e da inflamação. O uso prolongado desses fármacos tem mostrado uma maior incidência de problemas cardiovasculares. A questão é que as pessoas que usam esses fármacos são por um tempo prolongado, já que normalmente eles são receitados para portadores de reumatismos, entre outras patologias.

Desde fevereiro de 2005, a Food and Drug Administration (FDA) já havia determinado que os fabricantes desses remédios registrassem nas bulas as advertências e restrições, entre elas a proibição de uso por menores de 18 anos e por portadores de doenças do coração.

A decisão inicial de suspender o Bextra foi tomada pelo FDA, órgão de vigilância sanitária dos EUA. O FDA alegou para adotar a medida, entre outros motivos, ausência de dados sobre segurança cardiovascular depois de uso prolongado do medicamento, relatos de ocorrências de alergias sérias em usuários e falta de comprovação de vantagens reais na utilização do Bextra quando comparado a outros antiinflamatórios.
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